
A morte brutal de uma mulher durante um momento de oração voltou a causar indignação entre cristãos e reacendeu o alerta sobre a violência contra a mulher no Brasil. Francisca Claudene Rodrigues da Silva Assunção, de 51 anos, foi assassinada a facadas pelo ex-marido enquanto participava de um grupo de oração na casa de uma amiga, no bairro Bonsucesso, em Fortaleza, no Ceará.
Segundo relatos de pessoas próximas, Claudene era conhecida pela fé, pela dedicação à família e pela participação ativa na igreja. Amigos afirmam que ela tentava reconstruir a vida após decidir colocar fim em um relacionamento marcado por agressões, ciúmes excessivos e comportamento possessivo do ex-companheiro, Dinajar Teixeira de Assunção, de 52 anos.
O crime aconteceu na noite da última quarta-feira (20) e deixou a comunidade cristã profundamente consternada. De acordo com as investigações, o suspeito foi inicialmente até a casa da filha da vítima procurando por Claudene. Ao descobrir que ela estava em um momento de oração na residência de uma amiga, seguiu até o local.
Ao perceber a chegada do ex-marido, Claudene ainda tentou fugir correndo para o quintal da casa, mas foi perseguida e atacada com golpes de faca. A amiga da vítima tentou impedir a agressão e também ficou ferida durante a ação.
Francisca morreu no local.
Ela deixou três filhos, sendo dois do relacionamento com o suspeito.
Após o feminicídio, Dinajar fugiu em uma motocicleta em alta velocidade pelas ruas da capital cearense, mas acabou colidindo violentamente contra um ônibus no cruzamento da Rua Antônio Costa Mendes com a Avenida Luís Vieira, no bairro Parque São José.
Ele sofreu ferimentos graves, foi socorrido pelo Samu e levado ao Hospital Instituto Doutor José Frota, onde permanece internado sob escolta policial.
A Polícia Militar apreendeu a faca utilizada no crime, além do celular e da motocicleta do suspeito. Segundo a polícia, Dinajar já possuía antecedentes por tentativa de estelionato e foi autuado por feminicídio.
O caso gerou forte comoção nas redes sociais, principalmente entre cristãos e membros de igrejas evangélicas, que lamentaram o fato de uma mulher ter sido assassinada justamente em um momento de oração e busca por paz.
Mais uma vez, o feminicídio mostra que muitas mulheres continuam sendo perseguidas e mortas mesmo após tentarem romper ciclos de violência. A tragédia de Claudene escancara uma realidade dolorosa: para muitas vítimas, o fim do relacionamento é justamente o momento de maior risco.


















