
Leandro Grass defendeu ouvir os eleitores e afirmou que “ninguém vira voto no grito”. Na mesma declaração reproduzida pelo Metrópoles, porém, recorreu a ataques políticos e classificou uma gestão como “o pior governo da história do Brasil”, sem apresentar, no trecho divulgado, dados que sustentassem essa avaliação.
A combinação expõe uma contradição no discurso: enquanto apresenta a escuta como caminho para conquistar votos, Grass mantém o confronto como recurso para desqualificar adversários.
O candidato também mencionou “lucidez” e “bom senso” ao falar de eleitores fora da esquerda. Fica a pergunta: sua disposição para ouvir inclui quem rejeita sua leitura política? O discurso promete diálogo, mas a fala continua marcada pelo ataque.
Jornalista: Cida Frausino













