Mais de 426 mil eleitores deixaram de votar no primeiro turno no DF; ausência nas urnas levanta debate sobre participação política e decisões que afetam diretamente as comunidades.

O que acontece quando milhares de eleitores deixam de participar da escolha de quem vai decidir os rumos da saúde, da segurança, da educação e do transporte em suas próprias comunidades?
No Distrito Federal, 426.067 eleitores não compareceram às urnas no primeiro turno das eleições de 2026, realizado em 4 de outubro. O número representa 18,99% do eleitorado e chama atenção para a importância da participação no segundo turno, marcado para 25 de outubro.
A 2ª Zona Eleitoral, que abrange Lago Norte, Itapoã, Paranoá e Varjão, registrou aproximadamente 25 mil ausências, correspondentes a 21% dos eleitores da região. O índice está entre os maiores do Distrito Federal.
Mas existe uma questão que merece reflexão: deixar de votar não significa deixar de ser afetado pelas decisões políticas.
O que está em jogo para os moradores?
Segurança nas ruas, atendimento nas unidades de saúde, vagas nas escolas, mobilidade urbana e investimentos em infraestrutura são questões que fazem parte da rotina da população.
Na atual gestão, a governadora e candidata à reeleição Celina Leão (PP) tem apresentado ações e resultados administrativos nessas áreas, além de propostas para os próximos anos. A avaliação dessas iniciativas, de seus resultados e das necessidades ainda existentes nas comunidades faz parte do debate sobre a continuidade ou a mudança de governo.
Para os moradores do Lago Norte, Itapoã, Paranoá e Varjão, conhecer as políticas públicas executadas, acompanhar os investimentos destinados às regiões e comparar os compromissos dos candidatos são formas de participar desse debate.
O segundo turno coloca frente a frente Celina Leão (PP) e Leandro Grass (PT), que apresentam propostas distintas para a administração do Distrito Federal.
A ausência nas urnas não elimina as consequências das escolhas políticas.
Independentemente de quem vencer a eleição, os moradores continuarão dependendo de decisões sobre orçamento, obras, serviços públicos e prioridades da administração.
Vale lembrar que quem não compareceu ao primeiro turno pode votar normalmente no segundo, desde que esteja com a situação eleitoral regular.
No dia 25 de outubro, os eleitores terão uma nova oportunidade de participar da escolha do próximo governo. Mais do que os resultados das pesquisas, a eleição envolve decisões que terão reflexos no cotidiano das famílias durante os próximos quatro anos.
Afinal, mesmo quem não participa da escolha continuará vivendo com seus resultados.













