Empreendimento entrou em operação antes das eleições e poderá evitar a emissão de 18,5 mil toneladas de CO₂ ao longo de 30 anos

Às vésperas do primeiro turno das Eleições Gerais de 2026, marcado para este domingo (4), entrou em operação a usina fotovoltaica destinada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Instalada em uma área da Terracap, em parceria com a CEB, a estrutura permitirá compensar 100% do consumo anual de energia elétrica do Tribunal com geração solar.
O empreendimento reúne 5.628 módulos fotovoltaicos em aproximadamente nove hectares, com potência instalada de 4,024 MWp. A produção prevista é de cerca de 7,7 GWh de energia renovável por ano, volume suficiente para abastecer aproximadamente 1.830 residências, considerando casas com quatro moradores e consumo médio mensal de 350 kWh.
Além da geração de energia limpa, a usina representa um avanço na redução das emissões de gases de efeito estufa associadas ao consumo de eletricidade do TSE. Durante os 30 anos de vida útil projetados, o empreendimento poderá evitar aproximadamente 18,5 mil toneladas de CO₂.
Mesmo com o desconto das emissões relacionadas ao próprio ciclo de vida da usina, o benefício líquido estimado é de cerca de 10,6 mil toneladas de CO₂. Em termos de sequestro de carbono, esse resultado corresponde ao benefício ambiental associado a aproximadamente 176 mil mudas de árvores.
A implantação também dá uma nova finalidade a uma área pública com restrições ao aproveitamento imobiliário convencional. Com a usina, o terreno da Terracap passa a produzir energia renovável, aliando o uso eficiente do patrimônio público à sustentabilidade.
A estrutura integra o modelo de geração compartilhada desenvolvido pela Terracap e pela CEB para ampliar o acesso de órgãos públicos a fontes renováveis. A iniciativa também contempla o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Conselho da Justiça Federal (CJF).
Ao transformar uma área com limitações de uso em fonte de energia limpa, a parceria contribui para reduzir a pegada de carbono do TSE e demonstra como o patrimônio público pode atender às necessidades das instituições com benefícios ambientais de longo prazo.













