Governadora pediu que sindicato reconsiderasse a paralisação para evitar prejuízos à comunidade escolar, mas entidade manteve mobilização para esta quarta-feira (21).

Mesmo após o apelo da governadora e candidata à reeleição Celina Leão (PP), o Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF) decidiu manter a paralisação marcada para esta quarta-feira (21), a apenas quatro dias do segundo turno das eleições.
A decisão levanta um questionamento inevitável: por que realizar uma paralisação justamente às vésperas da eleição, quando milhares de estudantes e famílias podem ser afetados pela suspensão das aulas?
Durante agenda no Pôr do Sol, na segunda-feira (19), Celina reconheceu que os professores possuem reivindicações legítimas, reafirmou sua disposição para o diálogo e pediu que o sindicato reconsiderasse a data da mobilização.
A governadora também questionou o momento escolhido para o protesto, alertando para o risco de politização do movimento e destacando que a comunidade escolar poderá ser a principal prejudicada.
O Sinpro, entretanto, manteve a convocação para as 9h, na Praça do Buriti. A entidade afirma que protesta contra decisões da Secretaria de Educação, problemas nas condições de trabalho e dificuldades nas negociações sobre o calendário escolar de 2027 e o concurso de remanejamento.
Embora a paralisação seja um direito dos trabalhadores, sua realização tão próxima da votação abre espaço para um debate sobre o momento escolhido e os impactos sobre o calendário escolar.
A Secretaria de Educação esclareceu que a adesão é facultativa e que eventuais aulas suspensas deverão ser repostas. Portanto, a interrupção das atividades dependerá da participação dos profissionais em cada escola.
Em meio à disputa eleitoral, permanece uma pergunta: não seria possível manter as reivindicações e o diálogo sem comprometer as aulas justamente nesta semana decisiva?











