
Mesmo após a governadora e candidata à reeleição Celina Leão pedir a suspensão da paralisação e afirmar disposição para negociar, o Sinpro manteve a mobilização desta quarta-feira (21). A quatro dias do segundo turno, o apelo não foi suficiente para mudar a decisão do sindicato.
O ato contou com a presença de Leandro Grass, adversário de Celina, que manifestou apoio aos professores e criticou o governo. A participação do candidato colocou a disputa eleitoral dentro da manifestação.
Além disso, segundo relato da jornalista Cida Frausino, várias pessoas no local portavam “colinhas” do PT e houve pedidos de voto para Grass. Diante dessa cena, fica o questionamento: a mobilização estava concentrada nas reivindicações da educação ou também serviu de palanque eleitoral?
Reivindicar valorização e melhores condições de trabalho é legítimo. O Sinpro aponta problemas de estrutura e autonomia pedagógica e acusa o governo de bloquear negociações. Celina, por sua vez, declarou estar disposta a receber a categoria e pediu que a paralisação fosse reconsiderada pela proximidade da eleição.
É justamente essa combinação que exige explicações: paralisação às vésperas da votação, presença do candidato da oposição e relatos de material partidário entre participantes. Cobrar o sindicato por essas escolhas também faz parte do debate público.
Enquanto isso, famílias afetadas precisaram reorganizar a rotina para encontrar onde deixar os filhos. Para elas, a consequência foi imediata.
Paralisação ou comício? Quem aproveitou o ato para pedir votos precisa responder também sobre o aluno que ficou sem aula. Afinal, quem vai pagar essa conta — e garantir que a aprendizagem seja recuperada?











