
Mesmo ainda inelegível e marcado por um dos maiores escândalos políticos da história de Brasília, o ex-governador José Roberto Arruda voltou às redes sociais para atacar a atual gestão do Distrito Federal. Em vídeos e publicações, Arruda tenta vender a narrativa de abandono da Cidade Estrutural, crise na educação e fragilidade na segurança pública. O problema é que os fatos mostram outra realidade e o passado dele também.
Arruda segue com pendências judiciais relevantes. Em decisão divulgada em 2025, o Superior Tribunal de Justiça manteve condenação ligada à Operação Caixa de Pandora, preservando sanções e reforçando sua condição de inelegibilidade no cenário político. A mesma ação aponta multa que chega a R$ 559 milhões.
R$ 559 milhões: quanto isso faria falta hoje?
O valor é suficiente para transformar áreas inteiras do DF. Se dividido em três frentes prioritárias, daria aproximadamente:
Educação: R$ 186,3 milhões
Segurança Pública: R$ 186,3 milhões
Cidade Estrutural: R$ 186,3 milhões
Com esse montante seria possível construir creches, reformar escolas, ampliar vagas na educação infantil, contratar profissionais, reforçar policiamento, comprar viaturas, instalar câmeras inteligentes, urbanizar bairros, recuperar vias e ampliar serviços públicos.
Ou seja: enquanto critica o presente, Arruda carrega um passado que custou caro ao Distrito Federal.
Estrutural recebeu obras e investimentos
Ao contrário da narrativa de abandono, a Cidade Estrutural vem recebendo atenção da atual gestão. Nos últimos anos, a região foi contemplada com melhorias de infraestrutura, pavimentação, ações sociais, reforço de serviços públicos e investimentos em equipamentos para a população.
Também houve ampliação de projetos voltados à primeira infância e melhorias urbanas em áreas históricas da cidade.
Educação teve reforço histórico
A crítica sobre falta de professores também ignora a realidade recente. O Governo do Distrito Federal realizou concursos, nomeações e contratações temporárias para fortalecer a rede pública de ensino, além de entregar novas unidades escolares e creches.
A atual gestão também ampliou Centros de Educação da Primeira Infância (CEPIs), abrindo novas vagas para famílias que aguardavam atendimento.
Segurança recebeu efetivo e tecnologia
Na segurança pública, o DF avançou com reforço de efetivo, nomeações de policiais militares, civis e bombeiros, além de investimentos em tecnologia, videomonitoramento, inteligência integrada e renovação de equipamentos.
Programas operacionais ampliaram a presença policial nas ruas e ações estratégicas em regiões administrativas.
Quem fala hoje precisa lembrar de ontem
É legítimo fazer oposição. O que não é aceitável é tentar apagar a própria história para atacar quem está trabalhando.
Quando Arruda fala da Estrutural, da educação ou da segurança, o cidadão brasiliense lembra que recursos públicos já foram desviados em escândalos que chocaram o país e envergonharam o DF.
Antes de posar de fiscal, talvez o ex-governador devesse explicar quanto o Distrito Federal perdeu com seu passado. Porque quem tirou milhões do povo perde a autoridade para criticar quem investe no povo.


















