
Leandro Grass (PT) apresenta a saúde como prioridade, mas parte da receita já apareceu na campanha de 2022: ampliar equipes, fortalecer o atendimento perto de casa e recorrer a parcerias com a iniciativa privada para enfrentar as filas. Quatro anos depois, esses pontos voltam ao discurso. A cobrança é direta: o que há de novo?
A promessa de renovação também merece ser confrontada com os elogios de Grass ao governo Agnelo Queiroz. Em entrevista à CNN, o candidato defendeu o legado do ex-governador e atribuiu o descontentamento à comunicação insuficiente das entregas.
Na saúde, porém, os problemas daquela gestão foram além da comunicação. O Tribunal de Contas do DF identificou graves falhas gerenciais e apontou administração ineficiente dos leitos de UTI da rede pública, nas contas de 2013.
Retomar propostas não as torna automaticamente ruins. Mas anunciar renovação exige explicar o que mudou — sobretudo quando se elogia uma gestão cujo histórico na saúde recebeu críticas documentadas do próprio tribunal.













