
Publicação de centro acadêmico da UnB acusava a governadora de querer destruir e privatizar a saúde pública; magistrado apontou possível desinformação eleitoral.
A Justiça Eleitoral determinou a retirada de um vídeo publicado nas redes sociais com acusações contra a governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), relacionadas à saúde pública. A decisão, divulgada no sábado (10), foi tomada pelo juiz Carlos Alberto Martins Filho, do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF).
O conteúdo foi divulgado pelo Centro Acadêmico de Serviço Social da Universidade de Brasília (Caseso-UnB) e afirmava que Celina iria destruir a saúde pública, além de acusá-la de promover a privatização e a precarização dos serviços de saúde do DF.
A campanha da governadora acionou a Justiça Eleitoral, alegando que o vídeo apresentava informações fora de contexto sobre a contratação de profissionais temporários, utilizando esse argumento para associar a candidata a um suposto projeto de desmonte da rede pública.
Ao analisar o pedido, o magistrado considerou, em decisão preliminar, que a publicação utilizava informações parcialmente verdadeiras sobre contratações temporárias para sustentar uma acusação de privatização considerada objetivamente falsa.
O juiz também destacou o risco de disseminação de desinformação durante o período eleitoral, especialmente diante da velocidade com que conteúdos são compartilhados nas redes sociais.
Diante disso, a Justiça Eleitoral estabeleceu prazo de 24 horas para que o centro acadêmico retirasse o vídeo do ar, sob pena de multa diária em caso de descumprimento.
A decisão reforça a importância de que críticas e acusações envolvendo a saúde pública sejam acompanhadas de informações verificáveis, especialmente durante a disputa eleitoral. O entendimento apresentado pelo magistrado é preliminar e não representa julgamento definitivo do processo.













